Escritor/Jornalista e sua Palestra no Fronterias do Pensamento
Confesso que, logo ao sair do TCA, me sentia não tão satisfeito quanto supunha que ficaria com a palestra-estrela do Fronteiras Brasken do Pensamento deste ano. Entendo agora, porém, que se tratou mais de uma questão de expectativas superestimadas que de deficiência do palestrante. Em uma análise fria e posterior a palestra foi, sim, muito boa, Tom Wolfe mostrou charme, bom-humor e análises interessantes sobre a sociedade pós-moderna.
Antes de ir ao TCA - Teatro Castro Alves, Salvador-BA - fiz uma pesquisa no Google para tentar descobrir como havia repercutido a palestra em Porto Alegre, acabei me deparando com uma crítica, feita por uma blogueira gaúcha, que assistiu ao Tom Wolfe no dia 16 (para quem não sabe o Fronteiras é realizado em
Porto Alegre e em Salvador) e o tópico do post em seu Blog era: “Tom Wolfe Decepciona no Fronteiras”; dentre as opções de links da minha pesquisa esse foi o que, obviamente, mais me chamou a atenção e acabei lendo-o. O blog dizia que o preço para assistir à palestra era caro demais; que a tradução simultânea era péssima; que os assunto eram “inarticulados”, “sem nexo” e “absurdos”; e reclamava de que ele não falou muito sobre jornalismo e seu futuro. Li e fiquei com medo, afinal esperei meses para ver o Tom Wolfe, tinha ficado super-empolgado para escutar, ao vivo, ao autor da “Fogueira das Vaidades” e de “Os Eleitos”, não queria acreditar na possibilidade ser ruim, sequer mediano.
O tema da palestra foi, “O Espírito da Nossa Época”, e, seguindo essa linha, Tom Wolfe falou sobre crise econômica e sobre religião; ironizou o fato de nosso tempo valorizar algo como Paris Hilton; falou de como é insana a vida em Universidades americanas (regada a sexo e álcool); e, em um dos momentos mais interessantes, criticou o que se define ser “arte” nos dias de hoje, tudo com pitadas de humor, suave.
Não achei, em absoluto, os tópicos “inarticulados”, como disse a blogueira gaúcha, gostaria inclusive de saber como ela o sugeriria falar sobre o “O Espírito da Nossa Época” que não daquela forma. Tom Wolfe fez um passeio rápido sobre alguns comportamentos e tendências que ajudam a caracterizar e definir nossa sociedade atual, são assuntos dos mais variados, não havia como ser diferente.
Além disso, nossa colega gaúcha tinha que ter em mente que o tema da palestra jamais foi o jornalismo. Não há motivo, portanto, para a sua surpresa em tal assunto não ter sido abordado da forma e intensidade que ela gostaria.
Quanto à crítica a respeito da qualidade (ou falta de) da tradução simultânea não posso emitir opinião, não a utilizei, mas sei que, como tradutor (já trabalhei como tradutor-intérprete algumas vezes) devo dizer que não é um trabalho nada fácil, é muito simples criticar, mas fazer... posso dizer, porém, que , para o bem ou para o mal, a tradução simultânea sempre deixa algo perdido no meio, muitas piadas do Tom Wolfe, por exemplo, não foram traduzidas de forma a manter o humor do original, sei disso porque em muitos momentos da palestra as risadas vinham apenas dos poucos que não estavam com os fones de tradução (se bem que, às vezes, curiosamente, só ria quem estava escutando à tradução simultânea, ao quê exatamente escutavam, só @OCriador sabe).
Tom Wolfe, em um dos momentos sérios da palestra, disse que a sociedade vive um momento único, um momento em que os “valores” estão tendo sua importância diminuída, estão “saindo de moda”. Segundo ele a “repressão sexual”, por exemplo, é exatamente o que nos torna “humanos”, é o que nos diferencia como espécie. Ele vê uma tendência temerosa de se supervalorizar a genética e a neurociência como disciplinas determinantes de nosso comportamento, tendo como conseqüência uma relativização da responsabilização humana quanto aos próprios atos.
Falando sobre jornalismo Tom Wolfe valorizou a mídia escrita, afirmando que os telejornais só noticiam o que, previamente, já foi publicado em periódicos. A verdadeira essência do jornalismo estaria nas mão dos repórteres de revistas e jornais, que investigam com mais credibilidade e que lastream suas matérias.
Enfim, a palestra, apesar da minha sensação inicial (talvez contaminado pela "ranzinzês" da blogueira gaúcha), foi muito bacana. Sou fã do Tom Wolfe há muito tempo, um dos maiores escritores/jornalistas vivos do nosso tempo. Hoje posso dizer que o vi e o escutei pessoalmente, algo extremamente significante para mim, um assumido fã.








Arremessaram um sapato no George Bush!! Aliás, foi um par de sapatos... o agressor, aparentemente um jornalista iraquiano, durante uma coletiva de imprensa, decidiu, por qualquer que seja o motivo, retirar o sapato do seu pé direito, mirar no Presidente dos Estados Unidos da America, e arremessa-lo em direção ao rosto, simplesmente, do homem mais poderoso do planeta Terra (mais poderoso do Universo caso você não acredite em extra-terrestres)... não se dando por satisfeito o bravo jornalista-agressor-iraquiano, vendo que o Presidente Bush esquivar-se, cinematograficamente, do primeiro "tiro", decidiu, em mais uma demonstração de bravura (ou estupidez, não se sabe ao certo), retirar o sapato remanescente - o do seu pé esquerdo - para, agora sim, acertar o alvo, que segundo fontes, times new roman e verdana , seria o nariz do Bush... infelizmente, a mira do iraquiano mostrou-se extremamente ineficiente e nenhuma sola iraquiana ac












