segunda-feira, 17 de agosto de 2009


“À DERIVA”
À Deriva (2009, Brasil). Drama. Universal Pictures.
Diretor: Heithor Dhalia
Elenco: Vicent Cassel, Débora Bloch, Laura Neiva, Cauã Reymond, Gregório Duvivier, Camila Belle


Todos os anos muitos filmes são feitos sobre a adolescência, mas poucos são, de fato, bons. A grande maioria das produções cai no clichê da velha fórmula dos já clássicos “filmes de colégio”, onde os grandes dramas se resumem amores não correspondidos, problemas de popularidade e valentões que aterrorizam seus colegas “nerds”. “À Deriva”, porém, passa longe dessa fórmula. Trata-se de um filme sobre uma adolescente, porém feito para o público adulto.
Felipa é uma garota de 14 anos que mora com seus pais e mais dois irmãos mais jovens em uma bela casa à beira da praia. O pai, Mathias, é um escritor de origem francesa, boêmio, que aparenta ser extremamente feliz morando nesse cenário paradisíaco com seus belos filhos e sua bela esposa brasileira. Essa fachada de perfeição, no entanto, com o passar do filme vai, aos poucos, ruindo; e à medida em que certos segredos vão sendo revelados as rachaduras não consertadas na biografia dessa família vão se tornando visíveis ao expectador.
Felipa, sua irmã e seu irmão caçula presenciam em seu dia-a-dia as alegrias e os conflitos de uma típica família brasileira. Felipa, porém, já saindo da infância, começa a perceber e a entender o quão difícil na verdade são as relações humanas, e temas como a sexualidade, amizade e fidelidade começam a se misturar na mente daquela adolescente. A jovem passa a experimentar um intenso conflito interno, agravado pelo grande drama pessoal que vive seus pais, culminando a história com segredos sendo revelados e difíceis decisões sendo tomadas.
A fotografia do filme é excelente, cada cena parece uma pintura. A iluminação, muito precisa, ajuda, destacando somente o que é necessário em cada momento da história. Os posicionamentos e movimentos inusitados da câmera em nada lembram a tradição novelística brasileira do plano estática nos rostos do atores, mas, ao contrário, a câmera parece flutuar nas mãos do diretor, interagindo com perfeição com a também fantástica trilha sonora.
O filme também conta com ótimas atuações, a adolescente, Felipa, interpretada pela jovem atriz, Laura Neiva, parece, e age, de fato, como uma adolescente, sem os estereótipos e os exageros da grande maioria dos atores mirins da televisão, ou seja, ela é muito bem sucedida, nesse tão raro feito para um ator, de realmente se parecer e de falar com uma adolescente real, com todas as contradições e humores dessa tão complexa etapa da vida. Deborah Bloch, que faz o papel da mãe dessa família, também merece destaque, assim como o ator francês, Vincent Cassel, que faz o pai. O filme também conta com uma participação especial, bastante curta, de Cauã Reymond, que, apesar da brevidade do seu personagem em cena, desempenha papel importante na história.
“À Deriva” não se trata de uma comédia romântica nem de um típico filme de adolescentes. Não é um filme que traz respostas no final, muito menos um filme para o puro e simples entretenimento. Trata-se de uma história, de um relato, de um momento, na vida de um grupo de pessoas que se amam e que buscam viver o que acham ser a sua felicidade, mesmo que essa “busca” nem sempre traga a felicidade.

Trailer:

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Café TEMAKI


Nunca achei que fosse passar a gostar de comer comida japonesa...
O fato é que hoje eu não apenas "gosto" como sinto anseios repentinos por um bom sushi de salmão cru (pois é, hoje eu como salmão cru!).
Grande parte dessa mudança drástica em minha dieta se deve ao "Café TEMAKI", novo restaurante de comida japonesa aberto ano passado na Graça, Salvador-BA, cujos donos são pessoas muito queridas.
Nas minhas primeiras visitas ao restaurante confesso que apenas "experimentava", sempre com aquela careta de quem imagina de antemão que não vai gostar de algo.
Nas visitas seguintes, porém, passei a estudar e descobrir o cardápio, sempre perguntando, detalhadamente, ao garçon (Fábio) o que havia por trás daqueles pratos com nomes japoneses; e o Fábio, que Deus o abençoe, sempre, pacientemente, me explicava, me encorajava e me dava sugestões, baseado no que eu dizia a ele que gostava e que não gostava. Passei então a pedir pratos não tão crus, ou seja, aqueles que não fossem chocar o meu "fresco" paladar de forma violenta, paladar que até então se limitava a carnes, sempre muito bem passadas; doces; massas e refrigerantes.
Descobri, para minha felicidade, logo nas primeiras visitas, que existia um sushi totalmente frito, chamado "hot-roll", recheado com salmão (cru ou grelhado). Sushi esse que se adequou às minhas iniciais, e inexperientes, exigências de quem só comia, até então, "junk food", afinal era um sushi com fritura, e eu já comia fritura (aliás, eu só comia fritura).
Com o tempo fui passando a experimentar outros pratos e acabei descobrindo o "Temaki", que nada mais é que um sushi gigante, no formato de um cone, recheado com salmão (cru ou grelhado); Kani; ou camarão, com outros recheios como arroz, cream cheese, cebolinha etc. (a depender de que tipo de Temaki for pedido); sem falar que o cliente sempre pode pedir ao garçon para tirar, ou acrescentar, um ou outro desses ingredientes. Os Temakis, assim como os sushis, também podem vir fritos ou envoltos em alga. Comecei então pedindo os fritos (ainda naquela de não chocar o paladar), mas logo me entreguei aos Temakis não fritos, que são uma delícia.
Há ainda, no Café TEMAKI, uma novidade, que hoje já se espalhou pelas Temakerias* de Salvador, chamada, "Pizza Japonesa" (clique na imagem ao lado para vê-la de perto), uma massa, levemente frita, de arroz, recheada com salmão (cru ou grelhado), ou camarão; coberta com queijo maçaricado e com bordas recheadas com cream-cheese, ou seja é uma pizza mesmo; de considerável espessura e do tamanha de um prato médio, ela dá sufientemente pra duas pessoas (pessoas que comam moderamente). Essa idéia da pizza foi trazida do Canadá por um dos donos, que viu lá, em um restaurante japonês, algo que parecia com uma "mini pizza" (uma pequena massa fina, talvez feita de arroz, com o salmão em cima - algo parecido com um canapé). A tal da "mini-pizza" canadense foi inclusive filmada, para que no Brasil pudesse ser adaptada pelo sushiman.
Enfim... hoje, um ano depois, indo com assiduidade religiosa ao Café TEMAKI, posso dizer que sou um apreciador de comida japonesa; já consigo, inclusive, comer com certa destreza utilizando os "hashis" (os famosos "palitinhos" japoneses, que substituem os nossos talheres), prática que demandou de mim, uma pessoa com duas mãos esquerdas, treinamento militar (de "navy seal") e alguns sushis indo ao chão ("war casualties").
Sim... meus horizontes gastronômicos estão se expandindo.
Graças ao Café TEMAKI ;)

p.s. quero deixar claro que não estou ganhando absolutamente nada falando tão bem do Café TEMAKI. Falo bem porque se trata de um lugar que gosto muito, com ambiente agradável, bom atendimento, e, principalmente, um lugar que trata o cliente com HONESTIDADE, características tão raras hoje em dia que merecem ser muito bem destacadas, divulgadas e prestigiadas

p.p.s. quero que os 3 leitores desse Blog prestigiem o Café TEMAKI, garanto que nenhum dos 3 irá se arrepender. ;)

* TEMAKERIAS - termo pelos quais os restaurantes que vendem "Temakis" são hoje conhecidos

Clique no MAPA mais acima para vê-lo de perto.









sábado, 11 de abril de 2009

Insomni


Um Breve, e pitoresco, compartilhar sobre o sono...


Durmo, em média, de 3 a 4 horas por noite... e quando me excedo passo incríveis, e anormais, 5 horas dormindo.

Eu sei que existe uma classificação muito conhecida que divide as pessoas, no que se refere ao sono, em pessoas que são “do dia” e pessoas que são “da noite”. As pessoas “do dia”, como o próprio nome diz, gostam de dormir um pouco mais cedo e acordar, também, mais cedo. São pessoas que gostam de praticar esportes e ir à praia; que gostam de aproveitar o dia, tomar café da manhã etc. São, em média, pessoas saudáveis e que acordam felizes e distribuem “bom-dias” para todo mundo.

As pessoas “da noite”, por outro lado, gostam de fazer tudo “mais tarde” - dormir mais tarde e acordar mais tarde. Em sua maioria são pessoas mais “da balada”, que gostam de ficar na rua até mais tarde para dançar, beber, conversar... e que, consequentemente, acabam acordando tarde no dia seguinte.

Indo para o meio termo, é óbvio que nem toda pessoa “da noite” gosta da balada e que nem toda pessoa “do dia” gosta de esportes, mas tal classificação funciona como regra geral, afinal as exceções restam para comprovar a regra.

Nos extremos, entrando nas exceções, existem, em uma ponta mais comum, as pessoas que simplesmente gostam de dormir, ou seja, que gostam de ir cedo para a cama e sair dela o mais tarde possível; pessoas que tem a sua felicidade diretamente proporcional a quantidade de horas de sono; que trocam facilmente qualquer balada por um travesseiro e que nem consideram a possibilidade de levantar às 6 da manhã para correr na praia. Trata-se de um grupo que briga com seus despertadores todas as manhãs e que exige seu direito constitucional a “mais 5 minutinhos” de sono.

Já no outro pólo - onde orgulhosamente me encontro - existem pessoas que simplesmente não gostam de dormir; que acham tratar-se de uma perda de tempo; que sempre acreditam que poderiam estar fazendo diversas outras coisas mais úteis e produtivas. São pessoas que, se pudessem, dormiriam 2 horas por dia, ou por noite; que são, simultaneamente, “do dia” e “da noite”.. O lema dessa “gente esquisita”é: “Terei todo o tempo do mundo para dormir quando estiver morto...” (e até lá permaneceremos acordados). Grupo menos comum que o mencionado acima, porém também bastante numeroso.

Enfim...

Moral da História...

Como diria agora a minha mãe: “A vingança é um prato que se come frio”

Não entendeu a moral da história???

Pois é... a minha mãe nunca foi boa em encaixar os ditados populares certos nas situações apropriadas...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Rachel Getting Married


"O Casamento de Rachel" - Sem dúvidas o melhor filme do Oscar...


Obviamente se trata de uma opinião bastante pessoal, e, definitivamente, não espero a adesão de todos (nem de uma maioria) a esse inesperado fascínio que desenvolvi por esse longa.


Alguns anos atrás fui assistir com a Renata, na Sala de Arte do MAM, muito despretenciososamente (por indicação televisiva da Lúcia Guimarães, no "Manhattan Conection" da GNT), a um filme que me causou o mesmo impacto, que falava sobre uma família desfuncional que se via obrigada a realizar uma pitoresca "road trip" dentro de uma Kombi amarela. Pois é, antes da "Little Miss Sunshine" estourar em popularidade - e concorrer, inclusive, ao Oscar de melhor filme - ela também foi, assim como o "Casamento de Rachel", um pequeno, de baixo orçamento, filme alternativo.


Famílias desfuncionais ou em recuperação de algum trauma do passado parece que são o tema principal dos bons filmes alternativos, e, "Rachel...", não poderia ser diferente. Não vou aqui fazer resumo sobre a história do filme, acho que, nesse caso específico, quanto menos se souber melhor, não que haja grandes surpresas ou revira-voltas na trama, muito pelo contrário, mas acho que eu só atrapalharia a experiência individual que cada um pode ter ao "experimentar" a família da Rachel.


Surpreendentemente Jonathan Demme (o mesmo diretor do "Silêncio dos Inocentes") mostra que também sabe fazer filmes com a câmera na mão e com poucos cortes - outras duas comuns características do cinema independente/alternativo - e quase adere ao Dogma 95 (movimento artístico que defende o fim de "artificialidades"* no cinema, como maquiagem e iluminação).


Por último, e o mais importante de todo o filme, é a incrível atuação da Anne Hathaway... essa garota é brilhante, e ainda vamos escutar falar muito sobre ela...


* fim da "artificialidade" no cinema: isso é possível??


TRAILER:

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

JORNAIS - NOTAS RÁPIDAS

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- "Uma das 10 palavras mais procurada no site de buscas, Yahoo, é a palavra, 'UNIVERCIDADE' "

- Sim, Universidade com "c"... -
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- "Segundo recente estudo, Antártida sofre com aquecimento global" -

- eu não acredito! -
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- "Mulher é presa ao atirar no marido em cemitério de SP
- sem comentários... -
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- "Hernandes (líder, "Apóstolo", da Igreja Renascer) pede dinheiro de fiéis para reconstruir templo" -
- sem comentários II .... -
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- "Patrimônio do casal Hernandes (líderes da Igreja Renascer) pode chegar a R$ 130 milhões" -
- dá para construir alguns vários templos -
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A Pedra-Iraquiana no Sapato de Bush

Arremessaram um sapato no George Bush!! Aliás, foi um par de sapatos... o agressor, aparentemente um jornalista iraquiano, durante uma coletiva de imprensa, decidiu, por qualquer que seja o motivo, retirar o sapato do seu pé direito, mirar no Presidente dos Estados Unidos da America, e arremessa-lo em direção ao rosto, simplesmente, do homem mais poderoso do planeta Terra (mais poderoso do Universo caso você não acredite em extra-terrestres)... não se dando por satisfeito o bravo jornalista-agressor-iraquiano, vendo que o Presidente Bush esquivar-se, cinematograficamente, do primeiro "tiro", decidiu, em mais uma demonstração de bravura (ou estupidez, não se sabe ao certo), retirar o sapato remanescente - o do seu pé esquerdo - para, agora sim, acertar o alvo, que segundo fontes, times new roman e verdana , seria o nariz do Bush... infelizmente, a mira do iraquiano mostrou-se extremamente ineficiente e nenhuma sola iraquiana acertou o cômico Presidente Norte-Americano. O jornalista, antes que pudesse retirar suas meias, e, aí sim, agora de posse de armas químicas, conseguisse intoxicar a todos - com seu xulé-iraquiano-radiotivo - foi imobilizado por outros repórteres que estavam ao redor. As fontes, arial e arial narrow, confirmaram que a segurança particular do Bush estava em uma animada sessão de acupuntura árabe - a qual envolve muitas facas, muitas risadas, muito sangue e um iraquiano qualquer pego aleatoriamente na rua - e por isso não pôde defender o Presidente apropriadamente. O fato é que, tanto os outros jornalistas quanto o atrasado Serviço Secreto, ambos esqueceram-se de tapar a boca do iraquiano, o qual ainda teve tempo de chamar o Bush de "KALB", que em português significa, "cachorro".
Este incidente diplomático gerou na comunidade internacional diversos questionamentos:
- Os jornalistas e colunistas mais sérios já estão dizendo que com esse episódio o Presidente Bush encerra o seu deprimente mandato de forma vergonhosa. Eu vejo tudo isso por uma perspectiva um pouco diferente. Acho, na verdade, todo esse incidente extremamente natural, afinal quem não gostaria de dar uma "chinelada" no indivíduo que invadiu seu país, roubou seu petróleo (Dick Cheney & Ltda), matou inocentes civis, torturou e humilhou seus compatriotas (Abu Ghraib), levou seu país a uma guerra civil, e ainda trouxe uma organização terrorista para morar em seu solo (Al Qaeda)??
Se fosse no Brasil teria havido um tiroteio, não de sapatos, mas de "Havaianas", nessa coletiva de imprensa, só que nós, Brasileiros, acertaríamos o alvo, pois, apesar de termos também uma péssima pontaria (vide a nossa polícia altamente treinada nos casos da menina Eloah e do ônibus 174) as nossas "balas perdidas" por sua vez sempre acertam "em cheio" o alvo, então, em um tiroteio de chinelos, alguma das "havaianas perdidas", com certeza, acabaria acertando, de surpresa, a nuca do Bush, e nesse instante iria aparecer um engraçadinho, provavelmente algum dos repórteres do CQC, gritando "Pedala Robinho".
- Outro fato que chamou minha atenção foi a agilidade da segurança pessoal do Presidente dos EUA, se não fossem as técnicas ninja de esquiva do Bush, e da terrível pontaria do iraquiano, o Presidente dos EUA teria levado, não uma, mas duas "sapatadas" no rosto. O Serviço Secreto Americano, responsável pela segurança das autoridades máximas dos EUA, preparados para se atirar na frente dos seus protegidos em casos de ameaça, sacrificando-se em nome do seu trabalho, não estavam preparados para essa nova ameaça iraquiana, "As Sapatadas de Destruição em Massa".
- Tentar agredir o Presidente Bush é fácil, agora confesso que queria ver esse iraquiano tentar bater no governador da California, Arnold "O Exterminador" Schwarzenegger. O nosso "Conan no Jardim de Infância" não, covardemente, se esquivaria da agressão, mas pegaria o sapato no ar antes que atingisse seu rosto, e o enfiaria goela abaixo do iraquiano que o chamou de "cachorro" perguntando: "Quem está latindo agora? Bitch!!"
- Sabemos também que se tal incidente tivesse ocorrido com Lula, nosso Presidente teria, simplesmente, mandado esse iraquiano "sifu".
- Alguma ONG poderia se aproveitar dessa nova moda de agressão aos políticos, e organizar um evento beneficente com nossos "melhores" congressistas (não vou citar nomes para não ter meu telefone grampeado nem minha conta bancária exposta no Jornal Nacional), evento onde a população seria convidada a tentar acertar os rostos de tais figuras públicas (políticos envolvidos em escândalos) com chinelos, sapatos ou pares de tênis, onde ao final todos esses calçados seriam recolhidos e doados ao programa Fome Zero ou aos desabrigados das enchentes de Santa Catarina. Importante ressaltar que as Organizações Filantrópicas envolvidas na organização desse evento devem ser idôneas, não as tais das "Pilantrópicas".
- No mundo Árabe, hoje, o jornalista iraquiano é considerado um herói... quem sabe o Osama não se inspire e troque as armas, os homens-bomba e os seqüestros de aviões por sapatos e sandálias... quem sabe...
...
E que venha o Obama!

Daniel Vasconcelos - danielvbo@yahoo.com.br


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

M. C. Escher - o ilusionista

O artista holandês que conseguiu resgatar-me do universo expressionista...



Seu auto-retrato.







OS INFLUENCIADOS:
Julian Beever





Kurt Wenner





quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Capitu, Bentinho e o Elefante do Beirut


Hoje, minha música favorita é "Elephant Gun" do Beirut, cujo o líder é um jovem e talentoso norte-americano, chamado, Zach Condon (figura ao lado)... descobri esse grupo por indicação de um amigo (que não vejo a alguns meses) enquanto filmávamos um desastrado curta-metragem durante o primeiro semestre de 2008. A música e o grupo eram perfeitos para a nossa proposta de produção, se encaixava com exatidão no clima "onírico" das filmagens ("onírico", inclusive, foi uma palavra que, ingenuamente, muito utilizávamos para descrever o curta, e que, propositalmente, utilizarei bastante nas próximas linhas)... bem, ao fim das gravações tive que "fugir" para o exterior, de férias, e deixei a bomba da edição com meus companheiros de produção e direção. Até o presente dia ainda não assisti a versão final do curta que tanto ocupou nossas mentes durante aqueles intensos meses.
Muito tempo depois, nessa semana de dezembro, tive a surpresa de escutar novamente Elephant Gun, só que agora na televisão... a Globo se apoderou da música e a incorporou à sua nova minissérie, "Capitu" (adaptação de "Dom Casmurro"), como tema principal da relação entre a própria Capitu e Bentinho.
Tenho que esclarecer que apesar de ser uma, "minissérie da Globo", e tudo de ruim que pode ser associado à essa expressão, a produção possui sim muitas qualidades. O seu criador, Luiz Fernando Carvalho, faz um excelente trabalho, principalmente com as imagens da série, cada cena possui o detalhamento de uma pintura, às vezes barroca, às vezes expressionista, que segura a visão do espectador para as várias cores e sombras, figurinos e cenários... a série, porém, como já era de se esperar, não deixa de sofrer as terríveis influências da tradição "novelística"(isso é uma palavra??) brasileira, os muitos planos fechados, as intermináveis, e desnecessárias, cenas de trocas de olhares apaixonados entre os personagens, e a ininterrupta trilha-sonora-temática re-lembram o espectador de que ele está na Globo...
De qualquer forma, o bem sucedido clima "onírico" da série se encaixou perfeitamente à música do Beirut, o que serviu para lembrar-me de como deveria ter sido nosso curta, como a música deveria ter sido utilizada, e, principalmente, como dinheiro faz falta a uma produção cinematográfica amadora.
O fato é que, de qualquer forma, a música permanece linda... sempre que a escuto, na própria minissérie, por mais que sinta uma ponta de frustração com o que poderíamos ter feito com ela - e não fizemos - fico feliz dela estar sendo agora melhor empregada. Afinal, "Elephant Gun" nasceu para se incorporar às imagens (melhor seria que fossem às imagens do cinema, e não da televisão...).
Por mais que eu queira ficar chateado com a Globo - por ter colocado nossa música, para a qual tínhamos tantas expectativas, em uma de suas minisséries televisivas - eu, simplesmente, não consigo... e nesse caso os méritos são do Luiz Fernando Carvalho, por seu bom trabalho visual, e também da própria canção, capaz de pacificar o mais bélico dos sentimentos daquele que a escuta com atenção...
Hoje, sempre que escuto, "Elephant Gun", do Beirut, seja no computador, no Ipod, no carro, ou mesmo na televisão, sempre, uma sensação muito boa, inevitavelmente, surge... então eu dou um suspiro, um leve sorriso ameaça se formar no rosto e fico estático, escutando-a... sonhando...
a palavra é: onírico


"Elephant Gun" - BEIRUT

Daniel Vasconcelos - danielvbo@yahoo.com.br

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O Sofrimento da Montanha Mágica



Faltam 20 dias para o ano de 2008 acabar...
Graças a uma certa garotinha eu agora coloquei na cabeça que, até o fim do ano, tenho que ler um livro. Nunca lí tão poucos livros no período de um ano como nesse 2008... até que tenho minhas desculpas, todas elas bem compreensíveis (vou poupar-lhes, porém, de as ter que ler).
Ví no jornal, acho que no mês passado, que o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano. Achei bastante alto esse número, visto que em 1999 a média era de 2(vírgula alguma coisa), minha alegria, entretanto, dissipou-se quando ví que neste número estavam incluidos também os chamados, "Livros Técnicos", ou seja, os livros que lemos por obrigação, elaborados sobre temas específicos de interesse próprio de certas áreas profissionais.
Com a inclusão dos "livros técnicos" até que eu não fiz tão feio nesse ano, lí, inclusive, alguns bem grandes, que nessa contagem anual deveriam contar como 2 livros, ou até mesmo 3 livros.
Isso, na verdade, é uma antiga reclamação minha, que grande injustiça é contar, como um só livro lido, tanto um indivíduo que lê, por exemplo, a "Montanha Mágica", de Thomas Mann, quanto outro que lê, digamos, "Os Sofrimentos do Jovem Werther", de Goethe, afinal o primeiro possui exatamente 950 páginas enquanto que o segundo, apenas 119 páginas... ou seja, proporcionalmente, se contássemos Goethe como padrão, e a cada 119 páginas considerássemos 1 livro lido, o cidadão que lesse Thomas Mann, ao final das suas 950 páginas, teria lido quase 8 livros a mais... mas, quem disse que a vida é justa? Quem disse que os números são justos??
Tenho 20 dias para ler um livro... acho que estou mais para Goethe...
Daniel Vasconcelos - danielvbo@yahoo.com.br

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Maldito I-Phone 3G


Fazia tempo que a amizade não era a mesma. Estava inseguro, não estava preparado para conversar com ele, afinal, o que falar? Qual assunto seria o primeiro?? .... Putz, acho que ele me viu... e está vindo em minha direção... com um sorrizinho estranho... tenho que abrir meu sorrizinho estranho também... serei cauteloso, acho que, inicialmente, monossilábico...

- Tudo bem?
- Tudo.
...
- E aí, está trabalhando?
- Sim.

- Está gostando?
- Mais ou menos...

- Está ganhando bem?
- ahn... médio... - "que tipo de pessoa pergunta algo assim??"

- O que você pretende fazer? continuar no trabalho?
- Não sei... talvez... "será que ele vai perguntar quantos cubos de gelo tem no copo de Coca-Cola que estou tomando também??"
...
- E sua família? Como está?
- Está bem...

- Seu pai vai mesmo passar o Natal na europa?
- Não sei... com essa crise... - "o meu pai vai para a Europa????"

- Eu estava pensando em ir também com a Luana, para Paris, mas decidimos ficar por aqui mesmo... essa crise...
- é.. Maldita crise... - "será que o pai vai para a europa mesmo??"

- Pois é... o preço da passagem está muito alto, e eu estava poupando para trocar de carro até o carnaval, porque depois de fevereiro os juros vão subir e eu não quero gastar muito, quero viajar no meio do ano que vem..
- é... Malditos juros... - "até que seria bacana passar o natal na Europa... se eu tivesse dinheiro talvez..."

- Vem cá... será que o seu pai pode trazer um I-Phone 3G pra mim?
- Pergunta a ele, tenho cereza que ele traz.. - "meu natal vai ser passado em casa, tomando coca-cola e comendo chocolate... acho que vou alugar algum filme..."

- Por que você não pede a ele para trazer um pra você também?
- ... um o quê?

- Um I-phone 3G!!
- ahn... não sei... talvez... - "malditos i-phones"

- Peça ... é muito bom... um amigo meu trouxe de Nova York, você ia gostar! E nem é tão caro!
- é... eu vou pensar... - "NÃO É CARO PRA VOCÊ MEU AMIGO!!!"
...
- Será que a comida vai demorar de sair?
- Comida?? - "para quê eu quero um i-phone?? todo mundo sabe que eu odeio celulares.."

- É... comida. Afinal isso aqui é uma festa-jantar.
- Não sei, estou sem fome - "nem todo mundo faz jejum para ir na festa dos outros, imbecil!"

- Pois eu estou morrendo de fome... cá pra nós... nem almocei hoje pensando nesse jantar!!!
- Ha-ha-ha... - "ele é tão concentrado nele mesmo que nem percebeu minha risada forçada... opa!! a Rebeca está olhando pra mim..."

- Ha-ha-ha... nem tomei café da manhã direito!! Ha-ha-ha
- Ha-ha-ha... - "ele fez outra piada?? nem escutei, mas se ele está rindo é melhor eu rir também... sim, a Rebeca está olhando pra mim, acho que ela percebeu minha risada alta e forçada, mesmo estando do outro lado da sala... nossa, eu amo essa mulher..."

- Pois é Danilo... no final das contas, estou a quase 24 horas sem comer!!! Ha-ha-ha
- Tadeu, desculpa, mas tenho que ir alí dizer à Rebeca o quanto eu a amo!! Até mais meu amigo, e vê se vai devagar na comida!

- Ha-ha-ha!!! Pode deixar Dan!!

Me afastei do Tadeu indo diretamente em direção à Rebeca, olhando fixamente pra seus grandes e doces olhos castanhos... direi que a amo bem baixinho em seu ouvido... ela adora declarações de amor espontâneas!!

putz!! Tenho que comprar o presente de natal dela...

será que ela gostaria de um i-phone 3G da Europa??? Meu pai poderia trazer um da Europa.... vou perguntar a ela...
Daniel Vasconcelos - danielvbo@yahoo.com.br